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Estima-se que em áreas sem supervisão de segurança (guarda-vidas [GV]), mais de 30% das pessoas envolvidas em um incidente aquático morreriam em consequência de afogamento por falta de socorro adequado. O restante 70% sairia por meios próprios (auto-resgate) ou com a ajuda de familiares, amigos, surfistas, pescadores ou banhistas no local. A maioria das mortes por afogamento ocorrem por falta de supervisão adequada, ignorância dos riscos, desrespeito aos limites pessoais, e/ou por desconhecer como agir nestas situações. No Brasil, 16 pessoas morrem afogados diariamente em todos os ambientes aquáticos. AFOGAMENTO é a 2ª causa óbito de 1 a 4 anos, 3ª causa de 5 a 14 anos, e 4ª causa de 15 a 19 anos no Brasil (2017). Para a sociedade em geral, culturalmente a palavra “afogamento” remete ao salvamento e às medidas de primeiros socorros como as mais importantes. No entanto, a ferramenta de maior eficácia é a prevenção. Em praias guarnecidas por GVs, 99,8% das ações são de prevenção. Os serviços de salvamento aquático, por meio de GV, provêm segurança em áreas aquáticas, usualmente que permitem o banho. Estas áreas possuem riscos diferentes por suas características individuais, seja uma praia, um rio ou uma piscina. A erradicação do risco de acontecer o afogamento é quase impraticável, em virtude da dificuldade de impedir às pessoas de acessarem os cursos d’água com vigilância inadequada ou ausente. Já a minimização das ameaças e dos prejuízos são bastante aplicáveis. Não existe legislação brasileira que aborde a necessidade ou requisitos para a obrigação de GV em área conhecidas de banho e turismo (exceção a algumas cidades/estados em piscinas), bem como a alocação de sua quantidade ou postos de GV. Pelliccioni (2014), evidenciou em análise qualitativa e quantitativa a partir de dados pesquisados entre guarda-vidas brasileiros que 4 fatores são fundamentais a possibilidade de ocorrência de eventos em praias: 1. Risco da área aquática; 2. número de frequentadores no local; 3. Tipo de banhista (competência aquática); e 4. A presença ou não de GV. É real o fato de que “Jamais seremos capazes, em lugar algum do mundo, prover GV a todas as áreas aquáticas” e portanto esse estudo e recomendação sobre o quantitativo de guarda-vidas necessário a segurança aquática objetiva prover mecanismos de gestão que favoreçam o melhor emprego dos recursos, com o intuito de prevenir a ocorrência de afogamentos ou prestar, de forma segura, o atendimento com rapidez e com qualidade ao banhista, e está aberto a reavaliação.

BAIXE A PLANILHA PARA ESTIMAR O CÁLCULO DO NÚMERO DE GUARDA-VIDAS EM SUA ÁREA AQUÁTICA
(podem e devem haver ajustes, customizados a cada área aquática)
Sugestões de melhoria são muito bem vindas.

Dr David Szpilman - Sócio Fundador, Ex-Presidente e atual Diretor Médico da SOBRASA; Ten Cel Médico RR do CBMERJ; Médico do Município do Rio de Janeiro; Membro do Conselho Médico e Prevenção da International Lifesaving Federation - ILS; Membro da Câmara Técnica de Medicina Desportiva do CREMERJ. www.szpilman.com

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