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Enviado pelo guarda-vidas Cristiano Fróes do Sesi-SP

 

Comentários Dr David Szpilman
Parabéns pela iniciativa e pelo trabalho de vocês no Sesi, preocupados com o treinamento e o aperfeiçoamento de tão importante trabalho e profissão. Ser um bom profissional é isto, se exercitar e praticar e depois de cada exercício debater sobre o que foi realizado e como poderia ser feito melhor. Este é um dos grandes desafios em nosso trabalho de guarda-vidas.

Quando trabalhamos em área de atendimento de emergência temos de entender que NUNCA um socorro é perfeito, já que as variáveis são muitas e assim as possibilidades também são multiplicadas e sempre pode ser feito de uma forma um pouco ou muito diferente com os mesmo excelentes resultados. Então o que objetivamos é o resultado e ele é o que nos diz se o socorro que realizamos foi adequado e satisfatório ou não. Tendo este como importante principio para quem trabalha na área como guarda-vidas, o seu vídeo é muito interessante e educativo.

Seguem algumas observações sobre o vídeo:
1.A entrada na água e abordagem a vítima teria sido mais rápida se a piscina fosse contornada, ao invés de a entrada ocorrer na lateral. Isto pouparia segundos, e tempo é vida.

2.Se o GV NÃO visualizou o incidente ocorrido: A primeira abordagem deveria ser a avaliação das vias aéreas. Retirando as vias aéreas de dentro da água, ver, ouvir e sentir a respiração. Se não houver respiração, 5 a 10 ventilações ainda dentro da água, deveriam ser tentadas. Somente após estar certo de que a vitima esta respirando, haveria a preocupação com a coluna cervical.

3.Se o GV visualizou o incidente ocorrido (como no filme): Não há nada para se pensar em trauma de coluna cervical e portanto a abordagem deverá ser a mesma da anterior.

4.Só se imobiliza a coluna cervical em incidentes aquáticos se houver forte suspeita de lesão. Veja abaixo.

5.Mesmo em caso de forte suspeita de lesão da coluna cervical, a respiração é a prioridade. Neste caso a checagem da ventilação é realizada SEM hiperextensão da coluna e caso não haja respiração ou tenha duvida, se hiperextende a coluna para abrir vias aéreas e nova checagem de presença ou não de ventilação.

6.Gostei muito da calma dos guarda-vidas, isto é muito importante em situações de emergência.

7.A colocação dos red-blocks pode ser antes dos cintos da prancha, mas não é fundamental já que a imobilização da coluna esta mantida.
8.Todo procedimento de cuidado da coluna cervical foi excelente.
9.Quando pensar em TRM dentro da água? (ver também TRM mno manula de emergências aquáticas da Sobrasa – exame secundário e Traumas):
I.Qualquer paciente se afogando em local raso.
II.Paciente poli-traumatizado dentro da água – acidente de barco, aeroplanos e avião, prancha, moto-aquática e outros.
III.Paciente testemunhada ou com história compatível, com trauma cervical ou craniano dentro da água:
a.Mergulhos de altura na água – trampolim, cachoeira, pier, pontes e outros
b.Mergulho em águas rasas (mergulho ou cambalhotas na beira da água)
c.Surf de prancha
d.Surf de peito
e.Trauma de barco
f.Queda em pé (desembarque de barco em água escura)
g.Esportes radicais na água
h.Iatismo (trauma com o mastro)
i.Brigas dentro da água
j.Sintomas e sinais sugestivos de TRM
k.Dor em qualquer região da coluna vertebral.
l.Traumatismo facial ou de crânio.
m.“Formigamento” (anestesia) ou paralisia de qualquer parte do corpo abaixo do pescoço.

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