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Quantas vidas você já salvou surfando?
Surf-Salva em São Paulo - Praia de Guaiecá - Por Carlos Smicelato
Em 1998 no Brasil, 7.183 pessoas morreram afogadas em praias, piscinas, rios, lagos, e até em pequenas poças de água. O afogamento é a segunda causa de morte na faixa etária entre 5 e 14 anos de idade. Entre os anos de 1979 e 1998 houve uma redução de 18% no número de mortes por afogamento. Embora esta redução não tenha uma explicação definitiva até o momento, parece que vários fatores conjugados contribuíram para este sucesso, como exemplo; a melhoria dos serviços de salvamento aquático no Brasil. Outro deles, que nos parece muito importante e pertinente é o grande aumento no número de surfistas conscientizados em ajudar outras pessoas que estejam no "sufoco" dentro da água.
O salvamento com prancha de surf é tão antigo quanto o próprio descobrimento do surf no Hawaii e do salvamento aquático nos EUA. Ao lado a foto dos nossos pais e mestres "Duke Kahanamoto"(SURF) e "Comodoro Long Fellow"(Salvamento aquático).
Embora na maioria das vezes sem nenhum treinamento, o surfista acaba se envolvendo em salvamentos, que em sua grande maioria são bem sucedidos, podendo eventualmente ter um fim trágico para ambos. Pensando em contribuir com a melhora ainda maior desta situação, serviços de guarda-vidas por todo Brasil se uniram diante desta idéia, original do Rio de Janeiro nos anos 70, e se dedicam a ensinar aos surfistas os procedimentos básicos nestes casos. Alguns Estados como Bahia, Ceará, Santa Catarina, e São Paulo realizam estes cursos em bases regulares, ensinando técnicas básicas de salvamento aquático com prancha e primeiro socorros aos surfistas.
Em 1998 no Brasil, 7.183 pessoas morreram afogadas em praias, piscinas, rios, lagos, e até em pequenas poças de água. O afogamento é a segunda causa de morte na faixa etária entre 5 e 14 anos de idade. A nossa preocupação é reduzir estes números contando com todas as armas que possamos utilizar. O surf-salva é uma das mais poderosas formas de ajudar. O curso tem conteúdo teórico e prático de quem conhece e está na praia todos os dias salvando e aplicando os primeiros socorros, e é realizado em linguagem simples e fácil de ser transmitida. Nosso objetivo é ensinar aos surfistas, que estão todos os dias nas praias de nosso litoral junto com os guarda-vidas, as formas de ajudar a salvar e a aplicar o suporte básico de vida, sem que para isto se torne uma vítima da situação. Desta forma podemos passar este aprendizado a outros, multiplicando o conhecimento, resultando em milhares de vidas salvas em nosso país. É uma das formas mais efetivas de redução do número de pessoas que morrem afogadas. Quanto à questão de o surfista encarar esta situação de emergência e seu relacionamento com os guarda-vidas as pesquisas mostram que, 51% dos surfistas já presenciaram alguém morrendo na praia, 74% já participou de algum salvamento, 32% refere medo por não ter conhecimento de primeiros socorros, 46% já teve a oportunidade de ajudar um guarda-vidas, e 84% gostaria de participar de algum curso de primeiros socorros para afogamento. Já do lado dos guarda-vidas, 41% já foi auxiliado alguma vez por um surfista, e 84% acredita que o surfista possa realizar um salvamento. A união destes dois amantes do mar formam uma parceria incrível nas praias, e é isto que queremos". Entusiasta deste projeto, criado pelo Surfista Rico e pelo guarda-vidas Neil em
1982 no Rio de Janeiro, o Dr Szpilman é surfista há mais de 30 anos e freqüenta as praias da Barra e Recreio diariamente, e afirma: "depois que você faz o curso nunca mais vai a praia do mesmo jeito, você passa a ficar observando as correntes de retorno (valas) na procura por alguém que possa estar precisando de seu auxílio".
A equipe Surf-Salva Brasil já esteve em vários locais pelo Brasil e no Exterior realizando este curso de 9 horas. O projeto conta com o importante apoio da Federação Internacional de Salvamento Aquático.
Os serviços de salvamento têm hoje em dia a consciência de que não existe reserva de mercado quando se pensa em segurança no mar e que promover a segurança é obrigação do Estado e dever de todos os cidadãos. O propósito do curso não é formar profissionais em salvamento e sim contribuir com a redução de afogamentos, onde toda a sociedade tem papel e responsabilidade de ajudar.
Veja resumidamente o que rola no curso: Introdução ao salvamento, O trabalho conjunto da equipe "Guarda-vidas & surfista", Conhecimento da geografia da praia, O socorro com prancha dentro da água em vítimas conscientes e inconscientes, Como e quando realizar o boca-a-boca dentro da água, Como transportar da água para areia, Como iniciar o suporte básico de vida na areia (ressuscitação cárdio-pulmonar e os graus de afogamento), e a prática em manequins, Como e quando chamar por ajuda do guarda-vidas, e Medidas de prevenção em afogamento.
Aqui vão algumas dicas básicas do curso: |
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